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Arquivo da categoria: cotidiano

~~~você fica criticando a imposição do padrão de beleza, mas faz igual~~~

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Nick Jones em uma foto no Instagram. META. \o/

Primeiramente, boa noite.
Segundamente (sic), acho que sou responsável pelas coisas que digo. E esclarecer é privilégio, não obrigação. Diquinha.
Terceiramente (sic), não sei.
E quartamente (sic), APPLAUSE. KKKKKKKKKKKKKKKK Parei. *ca-hem*

Como todos sabem, eu sempre tive uma visão crítica das coisas. Seja pra algumas coisas, ou outras… Eu sempre tenho ciência da realidade que me cerca.

Só não tenho manifestado a opinião de tudo pq sempre haverá dissidentes, e as pessoas desaprenderam a discutir ou a manter a amizade depois de uma ótima discussão. Aí mostro minha opinião curtindo algumas coisas e não curtindo outras. Empobrece o mundo? Claro que empobrece. Mas em contrapartida, ganho mais saúde e disposição pra viver. E continuo com amigos. 🙂 Ônus e bônus, essa patacoada.

E uma dessas minhas opiniões (às vezes comuns, outras controversas, poucas erradas pra caralho mesmo) envolve a questão da aparência. Como todos sabem, eu sou crítico ferrenho da cultura da barba. E somente isso. Eu tenho meus motivos, e eu os exponho neste link. Mas há uma observação que queria fazer: NUNCA fui crítico ferrenho do corpo alheio. Crítico no sentido de criticar a ditadura do corpo perfeito e tal. Seria muita hipocrisia dizer que não acho bonito. Acho. Mas não me impede de pegar alguém barrigudo ou coisa parecida. Não me impede de VIVER, e isso é bem importante.

Mas vamos ao ponto principal pelo qual estou criando esse post. Como sou crítico ferrenho da barba (ironicamente, tô usando uma. Mas só tô usando por ter preguiça de fazer. Minha barba grande é ridicularizada em 80% das vezes), argumentei em uma conversa com um amigo que só trocar barba por barriga tanquinho que o sentido seria igualmente escroto.
Desculpa, mas não seria mesmo?

Segue-se a seguinte frase:

“Ai, adoraria esse homem de barba na minha cama…”

Trocando o termo “barba” por braço sarado, olha como fica:

“Ai, adoraria esse homem de braço sarado na minha cama”

ou por barriga trincada:

“Ai, adoraria esse homem de barriga trincada na minha cama”

ou por olhos azuis:

“Ai, adoraria esse homem de olhos azuis na minha cama”

Parece um argumento ridículo (e é!), mas as pessoas batalham tanto pela real beleza que acabam moldando parâmetros pra acharem uma barba bonita. Dizem: ah, tem de ser cheia, seu rosto tem de ser quadrado, só serve em modelo, não serve em você… E no final das contas, você, que criticava o culto doentio pelo corpo perfeito, acaba, OH THE IRONY, apelando pelo culto doentio pela barba perfeita.

Sinceramente? Preferiria o povo cultivando o corpo perfeito. Perdia pouco tempo em ser babaca.

E quanto ao corpo, decidi retomar meu regime e voltar a academia (alguém se lembra do WOWITT? Retomarei este Domingo. :D). E tenho postado meu êxito com a dieta e com a academia. Até apelei o nerdismo ao falar de Fitocracy. Alguns amigos disseram: CUSPINDO PRA CIMA? FAZENDO O QUE VOCÊ SEMPRE CRITICOU?

Primeiro: nunca critiquei o estilo #bornthiswhey (proj @ferrreira) que o povo tem adotado. Inclusive, acho ótimo. 😀

Segundo: meu sonho de ter um corpo magro e definido é coisa antiga. Desde meus tempos de guri, eu sofria bullying constante por causa do meu peso. Eu era gordinho quatro olhos que usava aparelho e muito retardado que ninguém andava na escola. Como vocês acham que eu me sentia? Sempre quis ser o mais sarado, o mais desejado da galera. Ralei muito pra ser uma pessoa melhor. Usei aparelho, aprendi a ter um senso melhor… Mas meu instinto de gordo sempre atacava. E não vou mentir que anda bem difícil de controlar, depois de tanto tempo agindo como gordo. Mas vai fazer um mês de dieta, e bom, emagreci uns seis quilos. Tô no começo, alguns amigos tão apoiando, tô achando ótimo. 😀

Terceiro, e o mais importante: infelizmente, você só é alguém na vida se você for: BONITO, SARADO OU RICO. Inteligência ou outros atributos maravilhosos das pessoas sempre ficam em último plano. Como me conformei no fato de que a aparência importa mais (e que não tenho tempo pra ficar me impondo sendo excludente, somado ao fato de que não sou de ser hipster na aparência), eu decidi fazer dieta e malhar. Claro, há a questão da saúde e autoestima. Mas ser uma pessoa com um corpo DOS SONHOS é algo que tem me movido. A meta é postar uma foto de cuequinha. SARADÍSSIMO. Mas vou conseguir pq tô batalhando pra isso. E isso vai servir em me dar mais gás a outras metas que tenho, como ter um emprego melhor.

Tá sendo legal cuidar melhor do meu corpo. Embarquei no projeto por motivos frívolos, mas temos de ter motivação pra QUALQUER COISA que você queira fazer na vida, né?

Enfim. Esse texto é pra simplesmente fazer o que eu gosto de fazer: esclarecer meus pontos de vista e dar alguma satisfação nas minhas opiniões. Não que você se importe. Ou que você ache relevante. Mas me vejo no direito de fazer isso.

Direito. Pq não tenho obrigação a fazer algo tão pessoal como ESCLARECER PRÓPRIAS OPINIÕES, sendo que nem pessoa pública ou influente eu sou. 🙂

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Jus DarkSoulcione¹ (pq é difícil pra carai)

 

BLABLABLA JUS BLABLABLA JURISPRUDÊNCIA BLABLABLA SENTENÇA EM JULGADO

Para quem quer fazer direito, este singelo texto.

Eu, como bacharel na área, digo em breves palavras, o que vocês irão enfrentar daqui a algum tempo. Não vem coisa fácil, já digo logo.

A seguir, as vdds que falei certa vez no feise. Prestigiem. E pensem mesmo se querem fazer Direito.

 

Este post é para vocês que pretendem fazer direito. Muitos de vocês vêm procuradores, advogados bem sucedidos, promotores, desembargadores, e decidem fazer direito.

– ain, Direito é uma área linda, lida com justiça. Amo justiça. Etc. 
Observações a fazer:

1) Direito não é um curso ruim. Ele é igual a todos os outros. Tem gente que ama. Tem gente que detesta. Se for pra fazer o curso com a finalidade de fazer concurso, acredite. Tá indo pelo pior motivo. 

2) como todo curso que se preza, você vai passar cinco anos. Lidando com, talvez, as pessoas mais escrotas e arrogantes do universo. Gente que te trata como se você fosse um zero a esquerda. Gente que só pq tem mestrado ou doutorado se acha no direito de escrotizar a sua vida. Mas tem assim em tudo quanto é curso então blz.

3) É um curso que você lida com coxinha, e é de coxinha. E para coxinha. Ponto. Há exceções (alguém disse VOCÊ IGU?), mas tem sempre algum babaca falando coisas que imperam no senso comum. 

4) Um curso que abusa do formalismo e termos técnicos. Sem falar no odioso pronome de tratamento DOUTOR. 

5) Além disso, tem o povo mais bonito, bem nascido e bem arrumado do universo DSCLP. 

6) E antes da dita justiça, vem o positivismo e as normas que nem sempre é o certo a se fazer. 

Se com essas observações você não desistiu de fazer o curso, tenho uma mais importante: apenas 17 por cento dos alunos que prestaram o último exame da oab foram aprovados. NA PRIMEIRA FASE. 

Boa sorte. A todos.

 

¹ – o neologismo remete ao jogo Dark Souls, um dos jogos mais difíceis da atual geração de videogames.

 

20 fotos legais (mas amadoras, vai) que tirei em Salvador. <3

Salvador é uma das cidades mais pujantes do país. Uma vida social vibrante (e caótica também), tem suas belezas e cores.

E também que a rainha Daniela abre o ano com classe com seu pôr do som, né?

As fotos que tirei, durante a minha viagem de 13 dias. Passei natal e ano novo lá. ❤

2012-12-30 05.20.40 2012-12-29 18.23.19 2012-12-24 17.23.21 2012-12-26 16.17.09

PUQ SIM NÉ GENTE RISOS

PUQ SIM NÉ GENTE RISOS

2012-12-24 17.59.42 2012-12-25 14.47.03 2012-12-25 17.14.12 2012-12-29 17.48.12 2012-12-29 17.46.22 2012-12-23 00.17.18 2012-12-28 01.13.53 2012-12-24 17.34.27 2012-12-24 17.47.19 2012-12-25 17.47.29 2012-12-25 17.48.31 2012-12-25 17.51.05 2012-12-26 16.12.35 2012-12-26 16.16.59

2012-12-29 17.43.52

 

(insira um motivacional da Namaria Braga)

Fotos tiradas com o Galaxy Nexus, em 5 megapixels. 😉

 

Viver sobre mais de um século… E Niemeyer.

Refletindo sobre os 104 anos que Niemeyer viveu, encerrados nesta noite, eu postei no Twitter:

“mas caras, PRA Q VIVER TANTO? A vida só é legal até os 60. depois disso, af.”

Talvez vocês fiquem putos comigo dizendo: AH MAS NÃO É POSSÍVEL COMO É QUE VOCÊ PODE FALAR ISSO?????//// Eu explico.

Viver muito é privilégio de poucos. Ainda mais o Niemeyer. Poxa, ele viu inúmeras guerras, um monte de fatos que marcaram o século XX. Certamente, conversar com ele poderia ser fantástico. Mas… Viver muito e ver fatos passando na nossa vida acaba “ofendendo” gente mais nova, e aí começam a zombar do fato de ser velho ou de ser ~imortal~.

Não quero viver pra ver isso. E pra outras coisas também.

A sociedade é cruel para com quem é mais velho. Parece que ser velho, nos dias de hoje, é imoral. É chato. É ultrapassado. Muitos de nós ficamos azedos com pessoas que nos comandam pelo fato de não entenderem direito coisas feitas por gente mais nova. Pelo fato de representar o feio, o ruim. Pelo fato de você rejeitar uma pessoa só por ser mais velha e recriminar pq, sei lá, ainda gosta de ir a balada. E nem falo da aposentadoria e dos eventuais problemas de velhice que IMPLORAM por ajuda médica.

E eu, que sou um cara individulista e que ODEIO depender de alguém, essa ideia me apavora.

Eu sei que vou ter uma vida adulta relativamente tranquila, mas dado o fato de me conhecer bem, viver por mais de 60 anos me assusta. Me deixa bem bolado. Eu sei que tenho apenas 24 anos e que posso mudar de ideia depois dos 30 ou 40, mas sei lá. Viver 100 anos pra ouvir escrotice de um pivete que sabe nada da vida não é algo muito legal de se fazer.

[postei isso no meu facebook]

PS 1: O texto de Nina Lemos falando sobre as “”””velhinhas”””” que abalam o showbiz, Madonna (VÉI, MADONNA AINDA NÃO È ~VELHA~, ACEITEM) e Rita Lee;

PS 2: Este tweet interessante do Evsu;

PS 3: Esta música é para combinar com o post.

 

Barbacracia. (ou: a opressão da sociedade em querer que os homens usem barba no dia-a-dia)

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(Wayne Coyne, vocalista dos Flaming Lips, e barbudo.)

Tudo começou com um sábado ensolarado, um dia bonito e radiante. Eu, disposto a estudar cedo, decidi ir pra faculdade. Antes de começar, dei de lance com a seguinte matéria:

Homens com barba são menos atraentes, diz estudo

E o que aconteceu? Um inferno. Tá, eu exagerei. Mas começaram a discutir pautas que envolvem barba. Mas sabe o que mais vi? Muitos homens (gays) dizendo que preferem barba. Algumas mulheres também. Tudo bem que trata-se de um povo com culturas diferentes, mas é algo a se registrar.

Tem-se percebido de que as pessoas tem ~~~exigido~~~ (sim, exigido. pois sinto que há uma ditadura da barba aí. E é algo que vem bem forte) que os homens venham com barba. Praticamente virou um caso sério a ser estudado. Tem tumblr sobre isso. (eu até participei de um dia sobre homens barbados. olha o meu projeto de barba?)

E o que virou brincadeira, ou até mesmo forma de opção, virou pura e simples obrigação de ter barba. TODO MUNDO QUER UM BARBUDO. Talvez reflexo da flexibilização da masculinidade, no qual os homens podem se tornar metrossexuais, e o advento de fatores mais ousados ao estilo masculino contribuísse muito pra isso. E o pipocamento dos meninos-com-cara-de-menina-e-magrelos, contrapondo a virilidade masculina, e com isto, a barba seria um símbolo da retomada de uma virilidade que, ledo engano, foi perdida. Mas não importa. O problema é sério. E afeta as pessoas com barba terrível. Ou que não tem barba. Eu tô incluso no primeiro grupo.

Se você fizer uma enquete que tipo de homem você curte, certamente algumas pessoas responderão:

– curto nerd e barbudo
– curto mauricinho e barbudo
– curto cozinheiro e barbudo
– curto cara nscido em boa família e barbudo
– curto urso e barbudo
– curto eunuco e barbudo

ENTENDERAM O PROBLEMA?

Um pessoal que sempre rechaçou a segregação e preconceito, agora impõe que barbudos são mais interessantes. Uma coisa é usar barba porquê você gosta, ou porquê adora sentir, sei lá. Outra é uma horda de gente que diz que barbudos são melhores.

Este post é cheio das mágoas, e vos explico o pq.

[X]

Eu, com o intuito de agregar mais pessoinhas ao meu coração, decidi cultivar a minha barba. Tava crescendo, tava num volume bom. Enfim, tava daora. Eu comecei a sustentar minha barba todo orgulhoso, como se eu fosse um guri de 17 anos que decidiu desenvolver os hormônios agora e, pra achar que é maduro, decide criar barba. Dito e feito.

Alguns dias depois, o maldito projeto de barba começou a me dar problema. O pelo do bigode me incomodava. O da barba coçava. Enfim, me deu umas agonias que só Jesus na causa. E a quantidade de gente que peguei? ZERO.

Mas eu, otimista retardado (pq otimista razoável faria um trato no cabelo e barba, pensando no melhor), decidi manter a bendita barba. E começaram os elogios. Só que ao contrário.

– Igor, virou mendigo?

– Igor, brigou com o barbeiro?

– Igor, vai fazer quando a barba?

AÍ QUER DIZER. Pro Gabriel Braga Nunes não dizem isso, e pra mim, vem essa macacada. Eu desencanei? NÃO. Vou ver se mantenho a barba pra ver se cativo alguém. ZERO. (e ainda levei fora)

E veio a viagem a Praia do Forte, e recebi um ultimato. Decidi raspar tudo. Cabelo e barba. Chega. Tava coçando, tava calor, tava quente. (oi, molier filé)

Acontece que eu tava ocupado nesse dia, e só fui cortar cabelo às 9:30 da noite. Ou seja, todos os salões da cidade estavam FECHADOS.

Como única opção, tive de pagar 63 REAIS pra cortar o cabelo, e fazer a barba. Não a faço em casa pois os malditos gilletes não sabem cortar o tipo de barba que tenho.

Quando fizeram, começou a pipocar alguns problemas. Mas digo a vocês que saí com o rosto fatiado (MENTIRINHAAAAAAA) e cheio de cravos, como produto da imposição de vocês.

Resultado: vou fazer a barba agora, assim que puder. E aliás, vou até fazer. Ela tá charmosinha, mas peguei trauma de cultivar barba.

Na verdade, a grande questão é que vocês gostam de gente bonita de barba. E não da barba em si.

E ainda tô chatiada com essa macacada. Sinceramente.

[X]

– Quem gostou do assunto, postei sobre neste link no meu facebook. Vai lá e dá um pitaco. ;*

– Este post é cheio das mágoa e dos recalque. Mas relaxa. Tô mandando as contas pro responsável disso. (a/c Universo)

– Aliás, ninguém paga as mias conta, né?

 

Igor.

Nessas férias, eu simplesmente não sei o que faço. Já dizia alguém sábio de que a cabeça vazia é oficina do Diabo. Não consigo ter grandes ocupações, a não ser jogar/dormir/trabalhar/comer/sair. E só. E não consigo evoluir como pessoa (ainda que ache que um jogo como Gears of War me faça evoluir como pessoa, mas…)

A grande verdade é que não sei o que faço. E se sei, não tenho cabeça pra isso. Talvez muito se deve ao fato de não ter planejado devidamente para o que quero (e pretendo!) fazer.

Tenho um concurso pra estudar. Mas sem cabeça pra isso.
Tenho OAB. Mas sem cabeça pra isso.
Quero criar um post pro meu outro blog. Mas sem cabeça.
E quero ficar com um corpo maneiro. Mas sem cabeça.
E pós. E isso. E aquilo!

Minha cabeça tá simplesmente dizendo: ACORDE PRA VIDA, TU TEM DE SUBIR MUITO AINDA NA VIDA.

Mas minha cabeça anda numas de ficar em brancas nuvens que me parece a Lindsay. Fica toda zuada na buatchy, se encrenca, mas toma um banho de piscina e se pergunta: e agora? O que faço da minha vida?

(fiz 24 anos no dia 10 de Janeiro. Parabéns pra mim.)

 

555¹ da depressão.

Tem coisa pior que esperar por uma ligação, e ela nunca vir? Aquela sms confortadora (ou reconfortante) e ela nunca vem por algum motivo escuso ou desconhecido? Aquela ligação importante que você queria receber. Ou aquela ligação constrangedora denotando a tua falta. O celular acabou se tornando uma praga dos tempos modernos. Uma. Praga.

O advento do celular ajudou a aproximar pessoas, ao passo que ajuda a afastar. É aquela parábola do progresso caranguejo, como citou o Lucas, de acordo com um filósofo que não me lembro. E não basta aproximar/afastar. Ainda tem o fardo de amplificar ansiedades, expectativas como um todo. Todos aqueles males que a humanidade sofre desde os primórdios.

Claro que ele serve pra muita coisa. Pra jogar. Pra se comunicar. Pra twittar. Pra atualizar status de facebook. Pra dar checkin no foursquare. Até pra jogar Angry Birds. Mas a tormenta mestre começa na arte de você conhecer alguém, AQUELE alguém, e ficar cheio de expectativa. Você imagina: vou casar. Ter filhos. Vamos viver juntos e fazer um sexo maravilhoso depois de 7 filmes e meus pais vão adorar. Mas aí ele não manda mensagem. Ou nem liga. E você entra naquele tormento de achar que fez cagada quando, na verdade, nem foi isso.

Mas pior mesmo é ser dispensado numa foda por causa de carro.

– alô?

– hey, véi, blz? Vi seu número e decidi te ligar.

– hm… Como tu é?

– (descreve as características). Vem pra faculdade?

– talvez.

– tem carro?

– tenho. mas não tá comigo.

– ah, agora tenho que desligar pois minha namorada chegou.

– ah, é? e…

– ah, depois eu ligo.

 

Não sei se chegou mesmo. Mas foi um dos perdidos mais idiotas que já levei na vida.

Tô pensando em passar meu número pra algum dos meus desafetos. O que acham?

 

¹NOTA: 555 é o número de resgate no Japão. É o SAMU (192) de lá. Já foi inspirado em tokusatsus, a exemplo do GoGoV (que virou Power Rangers: Lightspeed Rescue) e Kamen Rider 555, cuja op ilustra o tema abordado aqui. O motivo se deve a fazer alusão do telefone salvar de tédio ou da solteirice infinita. Ou coisa parecida.