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Arquivo mensal: julho 2011

:) (smile and don’t cry on a club)

Este é você. Na balada. Curtindo e se divertindo à beça. Parece ser uma noite tranquila. Até normal. Mas de repente conhece uma pessoa. Já a conhecia. E você decide que é com ela que tu quer ficar. Te trata bem. Mas te ignora em relação ao prazer mundano. E você leva na boa.

Acontece que você não sabe como chegar. Achou bonita. Mas não sabe o que fazer. O perfume te excita, o físico… Mas ela tá de olho em outras pessoas. E você começa a se incomodar.

E ela fica com outras pessoas, e você começa a se frustrar. E começa a perceber que você é mais um, e não uma pessoa bacana. Mesmo as pessoas te elogiando você não se convence. Até porquê se você tivesse muitas virtudes, as pessoas perceberiam e tentariam se aproximar de você. E os amigos percebem. E tentam amenizar a situação.

E inacreditavelmente, você junta a pessoa desejada com outro alguém. E ficam. E você vai espairecer. Na verdade, você vai ficar sozinho. Não quer que ninguém se incomode com sua tristeza. E continua a bebericar. E começa a chorar por ter feito tanta besteira na vida.

É como que quando você bebesse, o seu senso fica mais apurado e a autocrítica fica mais pesada. É como se você fosse um 0. Nada mais que isso. E fica a cada minuto pior. Mas a noite não acabou, e vamos tentar se divertir.

E a multidão se diverte. Dá risadas. E você junto. Mesmo com a dor de não ter sido correspondido, você ainda continua vivo. E tenta mostrar ao mundo que a vida é uma pista de dança e, mesmo com lágrimas eminentes nos olhos, você sorri. E curte o momento.

E amanhece e acaba mais um dia de balada. Você não teve um momento mágico. Até se sentiu mal em relação a isso. Mas um sábado é um sábado. Um domingo é um domingo. Uma segunda é uma segunda. Cada dia é diferente, tendo de matar um leão por dia.

E saio com a sensação de estar faltando algo. Mas who cares? Foi apenas +1. Existem bilhões de pessoas, e foda-se se não se interessarem. Tem sempre alguém que quer compartilhar uma história com a gente. Ainda que seja por uma noite. Posso não estar feliz. Mas eu vou ficar bem. Sempre fico, pq vai ser agora que não vou ficar?

Igor M.

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Calvin Harris, mercado pop e gente babaca.

hai mai neimi ês CALVE RÉURRIS

Eu adoro o Calvin Harris. É um dos meus DJs favoritos, se eu tivesse, o chamaria pra tocar na minha festa de aniversário, e ele lançou dois discos excelente: o I Created Disco (que, por sinal, nomeia o canal dele no YouTube) e o Ready For The Weekend. Como forma de trollar, digo pra muitos amigos que prefiro ele a David Guetta. E olha que os dois são farofas no mesmo nível, como disse a Flávia Durante, quando conversávamos sobre eles a algum tempo atrás. Enfim, toda essa explicação se deve ao texto a seguir.

Sábado eu saí. E meu pai, me levando pra balada, com minha irmã (oi, eu sou o Igor, e tenho 15 anos. Teria, se tivesse vivo) e uns amigos dela. E me deparo com Bounce. Bom, WHADDAHECK IS BOUNCE? THIS:

E enquanto tocava Bounce na Jovem Pan, comecei a ficar maravilhado de como o povo (aracajuano, sobretudo) é um antro de babaquice, sobretudo nesses detalhes infames que envolvem a música. Explico melhor com um outro fato ocorrido comigo.

Eu tava felizinho, ouvindo Calvin Harris. Um amigo meu (que não vou citar o nome) simplesmente reclamou que tava ouvindo Calvin e queria ouvir a Jovem Pan. Ok. Tomae. E toma remix de drag, músicas do eurobeat (apesar do nome, é um gênero PRA LÁ DE CAFONA, fica a dica ae), e Calvin Harris. Ele, claro. Não reclamou. Achou ótimo.

E qual foi a conclusão? THIS²:

(pra quem não conseguiu ler: Nego é tão babaca que, quando ouve Calvin Harris, pede pra trocar [ou seja, não gostou, e fica murmurando, e o troxa bota uma música pop da vida]. E quando toca CALVIN HARRIS na Pan, nem reclama. ME POUPE VIU)

É inacreditável como as rádios tem o poder de agregar babacas em relação à música. Babaca no sentido de torcer o nariz pro que é desconhecido e começar a gostar por tocar nas rádios da vida. Eis o mercado pop, senhores.

Lady GaGa é um exemplo. Ela era apenas uma loira bonitinha que cantava Just Dance e, se tocasse numa rádio aqui, era um choque. Hoje em dia virou uma grande estrela do pop (RAINHA NÃO; Madonna <3) em apenas 3 anos e todo mundo a conhece. Tvz mais pelo estilo que pelas letras ou pela música (mas o Born This Way é bão.)

Outro exemplo: David Guetta. Mermão, na moral: você realmente conhecia? Ele um dia desses era dj de coletânea do Multishow. Hoje em dia todo mundo quer trabalhar com ele. O QUE É UM INFERNO.

E mais recentemente, Adele. Artista formidável, com uma puta voz. Ela já existia a tempos. Mas o pessoal só foi conhecê-la agora, com Rolling in The Deep, etc.

Eu fico puto pq vejo que muita gente às vezes tem uma preguiça do novo, e só quer saber do que realmente conhece, do que é seguro. Isso não vai pra lugar nenhum. Evolução ocorre quando você abre a sua mente pro novo e pro desconhecido. E não em viver numa realidade que você está acostumado. 🙂

(acho que tudo isso é só pra dizer uma coisa: o carro é meu e boto o que quero. e tá achando ruim, vá de ônibus. beijos.)