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>CRASH! (fato dividido em 3 atos.)

18 fev

>E tudo começou qdo peguei carona com um amigo meu (logo após as aulas da faculdade; aula de Processual Civil I) pra me deixar num terminal de integração, eu ia descer do carro pra pegar meu ônibus. Tudo bem, tudo certo qdo, de repente, não mais que de repente…

CRASH! COISA LOKA MULEQUE, KKKKKKKKKKKKKK

ATO 1: motoqueiro perigoso e prejuízos na porta.
No momento da batida, eu nem vi direito o que é que tinha acontecido. O que vi foi um baque sequíssimo, um leve capote da moto, uma seqüência assustadora. Olhei e fiquei perplexo. Qdo me levantei pra falar com o rapaz, ele veio e me disse:
– ETA CARALHO! VC NÃO VIU POR ONDE TAVA ANDANDO, NÃO?
Eu saí, e ele falando: “Saia não, porra! Vc vai sair ileso desse jeito? >(” O cara tava brabo. Tinha uma cara de mal, corrente de prata, funcionário da Internet daqui da minha cidade. Creio eu que seja office-boy. Detonei a moto dele NOVINHA. 2008. =/
Epa, EU que detonei? Vamos aos fatos? Primeiro que parei qdo tinha de parar, e esse era o momento de ir tomar meu rumo. Fiz isso algumas vezes e nunca tive problema. O rapaz, ainda por cima, tava em altíssima velocidade, qdo na verdade deveria ter PARADO. Pq ele não contornou a moto, ou ficou num local mais adequado? No fim das contas, quem tava mais errado era ELE.
Mas qdo as coisas estavam tensas, eu tentei acalmar os ânimos dele.
– Olha, vamos resolver isso… – eu tentando apaziguar.
– EU SEI DISSO, pq detonaram com a minha moto! Eu só quero ver cumé que vc vai fazer!
– Calma, vamo ligar pra Justiça Volante…
– QUE JUSTIÇA VOLANTE? Vamo resolver isso logo!
Meu amigo, coitado, acho que tava mijado. Eu tava TENSO. Por simples motivos. 1) a culpa de ter aberto a porta e ter causado esse acidente foi parcialmente minha; 2) comecei a ficar tenso qdo o cara tava pensando em fazer besteira com a gente.
Respirei fundo e pensei: vou falar com ele.
– Então, qual o telefone da oficina da moto?
– Tá aqui. *mostra a chave*
Olhei e liguei pra alguns números. Nessa brincadeira tinha gastado os bônus de hoje e, além disso, parte dos créditos que eu tinha direito. E ainda não tinha resolvido nada. Entretanto, liguei pra uma autorizada e ela me falou.
(…)
– Olha, só amassou a parte lateral da moto. – eu falando. – vai ficar por quanto?
– Os faróis, amassados?
– Não, não. Só a carenagem.
– Então… Vai dar 155 reais.
(…)
Pra não contrariar o rapaz (sujeito de meia-idade, corrente de prata, camisa de forma que mostrasse o peito cabeludo, enfim…), eu acertei meio que arbitrariamente com o rapaz que seria 50/50 pros dois. Achei meio justo. Ok, não tão justo, mas eu tava com medo, meus neurônios tinham de raciocinar, tenho de resolver esse problema SOZINHO.
Qdo acertou tudo, a gente trocou número, endereço (já rolou um #fail aí: DEI O MEU ENDEREÇO), e qdo tudo tava sendo encaminhado, ele me vem e fala:
– Olha, eu vou ser franco contigo. – falou o rapaz, séríssimo. – Tô confiando em vc. E num quero enrolação tua não. Só quero ver se vc vai pagar a minha moto mesmo. Pq SENÃO, como já morei naquela área, tem uns caras viciados em crack. Pode te dar um susto se vc me enrolar. SE LIGUE NÃO…
Só de ouvi isso, acho que mijei nas calças. OK, mentira. Mas me deu medo. EU, AMEAÇADO DE MORTE. Legal, campeão. (y)
Ato 2: Enfrentando a dona do carro.
– OLHA SÓ, quem tava errado era ELE, não a gente. – falei a esse meu amigo. Gosto pra caramba dele. Um bom rapaz, simpático, tem uma alma nobre. Não foi mais que a minha obrigação como homem, mas… – Eu só não disse a ele pq eu queria preservar a minha integridade. Até pq quem tava andando em alta velocidade qdo não devia era ELE. E ele tava andando nas beiradas da pista. E PIOR DE TUDO, eu não tinha visto!
Eu já tava injuriado. Ele, também. Fui com ele pra casa dele com o intuito de conversar com ela sobre a porta. Dianteira direita no Uno Mille, ano 2001/02. Cor… Bege-cinza-prata? Eu tava zuretado com o acidente pra perceber esses detalhes. E eu lá, segurando a porta, que emperrou, não abria e nem fechava.
Chegando na casa dele, avisto uma mulher, à qual parecia ser a sua mãe.
– Meu filho, FECHE A PORTA!
– Calma, mãe, perae.
– MEU FILHO, FECHE A PORTA!
– Tenha calma! – e meu amigo tentando apaziguar os ânimos.
Cheguei na casa. E lá, que tinha uma boa área de quintal, tinha um cocker spainel, se não me engano. Muito fofo, e era bem agitado. Brincava com ele enquanto a mãe tava se aprontando lá em cima. Qdo meu amigo (blá, vou chamá-lo de Dy, HEH) foi falar com a mãe lá em cima, eu comecei:
– Dona (fulana, sabia de antemão o nome da mulher), eu queria pedir desculpas pela gente se conhecer por estas circunstâncias.
E ela tava terminando de descer, e fui falar com ela sobre o acidente, o carro (e os estragos), a irresponsabilidade da moto, e os valores do estrago.
– E vc sabe de alguma oficina?
– Não sei… Vou perguntar ao meu pai.
Liguei pra ele e perguntei se ele conhecia algum técnico pra consertar a porta do carro. Daí que ele deu o número, e beleza. Liguei. Ele me passou as coordenadas. Tava pelo menos 40% da encrenca resolvida.
E eu e a mãe do Dy fomos resolver esse pepino, enquanto ele tava se arrumando pra ir lá trabalhar. E tomamos rumo.
A minha função foi servir como GPS pra dona Raquel (nome dela), e procurar com ela pra achar um endereço pra consertar a porta. Rodamos e passamos duas vezes pelo endereço, e qdo chegamos…
– Olha, o proprietário só chega depois.
Já que a gente ficou esperando algum tempinho, a gente foi fazer lanche num posto de gasolina próximo.
E quando voltamos (fui avisado que o mecânico tinha voltado), ele iria ver o carro e dar o veredicto. Tava MUITO TENSO. Não tanto quanto a algumas horas, mas…
Ato 3: De 800 a 300, e o início do fim.
– CUMÉ, 800 REAIS? O.O
Eu e dona Raquel ficamos perplexos com o que a gente ouviu. Contabilize: 200 reais por uma porta nova no ferro-velho (“olha, né por nada não, mas essa porta nem tem mais jeito, tá acabada, tem de comprar uma outra, a nova nas concessionárias custa 1000 R$”), 200 reais por uma pintura (“tem de pintar por dentro e por fora ok”), 200 pelo serviço de desamassamento e outras coisas (“tenho de ser pago bls/”) e 200 pelo… PELO QUE MERMO? O.O Pelo porta-malas. Eu acho.
Perae. 200 da porta, 200 do desamasso, 200 da pintura… NÃO, 400 DA PINTURA! Daí que deu 800 pilas.
– Olha, nós vamos ver um outro mecânico. – falou dona Raquel. – Vcs conhecem Jaiminho?
– Não sabemos não…
– E fica onde? – eu queria saber.
– Fica numa avenida que, quando desce a ladeira…
Eu, O DESORIENTADO, nem fazia idéia de onde ficava. Mas fiquei chutando, e descobri o nome. P.C., a avenida. Antes de subir a ladeira, a gente entrou numa rua undergorund. O mecânico, apesar do local meio imundo, foi muito simpático com a gente. E fez um preço camarada. 300 REAIS.
50 da porta traseira (que não fui eu ok), 250 do serviço + ajeite da porta + ajeite no paralamas. Uns 500 reais a menos do que o que meu pai sugestionou.
Daí que ela deu a entrada pra fazer o serviço. 50/50 pra cada um. Vou pagar 125 reais, mais o fato de pagar 78 reais. Total? 204 REAIS. [:(]
Como vou pagar? Não sei. O que sei é que a mãe do Dy foi muito compreensiva comigo. Com ele? Não sei como vai ser. Já planejei em descontar 80 reais da mesada pra pagar a moto, e os 125?
Papai e mamãe, hoje. NUMA CONVERSA TENSA. Desejem-me sorte.
[Igor, às 18:20, ainda tenso com os acontecimentos.]
PS: Nova tag: Igoretto. =D Estórias densas, sérias e dramáticas. AHASA NO MUSICAL, IGOTXE!

Xanadu, chupa rôla e dá o c
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2 Comentários

Publicado por em 18 de fevereiro de 2009 em cotidiano, Dignity, eu, Igoretto, mimimi pride, responsabilidade

 

2 Respostas para “>CRASH! (fato dividido em 3 atos.)

  1. outeabout

    19 de fevereiro de 2009 at 00:04

    >AHUahuuha. Já vi essa coisa de tragédia em 3 atos por aí..rs Adorei. E relaxa. Essas coisas costumam acontecer na vida da pessoa mesmo..rs

     
  2. miminzuku

    6 de março de 2009 at 13:10

    >tu devia ter ido lá e ‘arrebentado a mot deli’ /vanessão.

     

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